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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Children of Nature #14

O Polvo



Os oito braços de que dispõe servem-lhe antes de mais para se deslocar e alimentar. O seu prato favorito são lagostas, sendo que ele caça sobretudo durante a noite e ao nascer do dia. Crustáceos moluscos e peixes são capturados de surpresa. O polvo aprisiona-os com a ajuda de uma membrana que liga os seus oito braços munidos de ventosas. Em seguida paralisa-os injectando o seu veneno através do bico, que consegue triturar as mais resistentes carapaças.

De acordo com as situações com que está confrontado, o polvo muda de cor. Se intimidado, torna-se branco e esconde-se. Ao sair vitorioso de um combate a sua cor muda para vermelho. Mas se se sentir ameaçado o polvo solta uma nuvem de tinta negra atrás da qual se oculta muito eficazmente. Mas os polvos também podem tomar a cor do fundo sobre o qual se encontram.


Consoante as espécies, chegam a decorrer várias semanas - meses até- entre o acasalamento e a desova, confiada à fêmea. Em seguida o animal começa a pendurar no tecto da gruta grinaldas de cordões esbranquiçados que contêm milhares de ovos. A partir desse momento a fêmea não deixará de os vigiar permanentemente , limpando-os com os com os tentáculos e protegendo-os dos peixes. A fêmea chega mesmo a fortificar a entrada da gruta com pedras. Ao longo de todo este ciclo a fêmea deixa completamente de se alimentar. Finalmente, quando os ovos eclodem, ela encontra-se totalmente esgotada, acabando por morrer pouco depois.


Bem, por hoje é tudo.

Para os interessados, passem pelo Discutir Futebol


Um abraço

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Children of Nature #13

Boas. Aqui estou eu em mais uma vez de volta às rubricas. Desta vez é a "Children of Nature" e o congratulado é nada mais nada menos que o Escorpião.

O Escorpião


O Escorpião é um
animal invertebrado artrópode (com patas formadas por vários segmentos) que pertence à ordem Scorpiones estando enquadrado na classe dos aracnídeos.

Os
escorpiões são animais invertebrados terrestres que preferem lugares secos ou húmidos e podem ser encontrados em desertos, savanas, cerrados, florestas temperadas e tropicais, em habitats que podem ser debaixo de folhas, de pedras, madeiras, fendas de rocha, debaixo ou dentro de tijolos, sob entulhos de qualquer natureza ou mesmo sob cascas soltas de árvores, em baixo ou em grandes alturas destas. Algumas espécies podem ser encontradas dentro de bromélias, em cupinzeiros, em covas humanas, dormentes de ferrovias, ao longo das praias, na zona entre marés ou em cavernas.

Existem escorpiões em todos os continentes, excepto na Antártida. Encontramos espécies nos Alpes suíços e Europa em geral, no México, Estados Unidos e Canadá, na América do Sul em geral, entre lixo e entulhos das pequenas e grandes cidades, na hiléia brasileira, na Oceania, no norte do Mediterrâneo, no Oriente Médio, na Índia, no norte e sul da África e Ásia. As suas cores variam do amarelo palha ao negro total, passando por tons intermediários, como o amarelo-avermelhado, vermelho-amarronzado, marrom e tons de verde ou mesmo de azul.


São animais carnívoros e têm geralmente hábitos nocturnos e crepusculares, quando caçam e se reproduzem. A sua alimentação é baseada em insectos invertebrados tais como: cupins, grilos, baratas, moscas e mutucas, e também de outro aracnídeo, a aranha. Uma curiosidade a destacar aqui é o fato de, quando há escassez completa de alimento, os animais desta espécie praticam o canibalismo para sobreviver, ou seja, devoram os seus semelhantes. Os escorpiões conseguem comer quantidades imensas de alimento, mas só precisam ingerir 10% da comida de que necessitam, podendo passar até um ano sem comer e consumindo muitíssimo pouca água, quase nada durante sua vida inteira.

Os predadores naturais do escorpião são as lacraias, louva-deus, macacos, aranhas, sapos, lagartos, seriemas, corujas, gaviões, quatis, galinhas, camundongos, algumas formigas e os próprios escorpiões.


Fiquem bem;
See ya

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Children of Nature #12

Bem-vindos a mais uma 'Children of Nature'. Desta vez o convidado é um reptil, o Monstro-de-Gila.

O Monstro de gila

Distribuição
Esta espécie de lagarto venenoso pode ser encontrada no Norte do México e no Sul dos Estados Unidos, em zonas quentes, áridas e desérticas. Durante os meses mais quentes do ano, adoptam hábitos nocturnos, e no Inverno hibernam..

Alimentação
A base da alimentação destes animais consiste em pequenos roedores, como ratos e coelhos. No entanto, também se alimenta de outros lagartos e, ocasionalmente, de aves.

Estado de conservação
Vulnerável e protegido por lei federal nos Estados Unidos, onde a sua caça é proibida. No mercado negro, são vendidos a preços exorbitantes.

Reprodução
As fêmeas desta espécie fazem um buraco na areia, onde depositam até 12 ovos, que eclodem cerca de 30 dias depois

Tamanho
Estes grandes e lentos animais crescem até um comprimento de cerca de 60 cm.

Longevidade
Este lagarto tem uma esperança de vida que ronda os 20 anos.


Fiquem bem
See ya

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Children of Nature #11


Papagaio-do-Mar


Comprimento: 28 a 30cm

Peso: 400 g

Migração: Migrante Sazonal

Maturidade Sexual: 5 anos

Época de Acasalamento: Março-Maio

Período de Incubação: 40-43 dias

Número de Ovos: 1

Dieta: Peixes pequenos, zooplâncton


Habitat:
Os papagaios-do-mar podem-se encontrar em áreas costeiras, incluindo penhascos; mares e oceanos; regiões polares, incluindo tundra e icebergs. Encontram-se al longo do Atlântico Norte, habitando em lugares como Grâ-Bretanha, EUA, Canadá. Gronelândia, Islândia e até o norte de França.





Fisiologia
Tem 28 a 30 cm de comprimento e pesa 400 g. Vive de 20 a 25 anos. Os papagaios-do-mar têm forma compacta e hidrodinâmica. Os seus pés têm os dedos unidos por uma membrana que está adaptada para nadar debaixo d'água. As suas penas são à prova d'água. O peito branco com dorso e asas negras ajudam na camuflagem contra os predadores de cima, de baixo e quando nada. As asas curtas e os fortes músculos das asas ajudam-no a nadar fortemente, usando as asas como barbatanas. As asas medem 47 a 63 cm de comprimento. A parte superior do bico e da língua são orlados com espinhos apontados para trás, permitindo agarrar o peixe escorregadio. O bico possui uma dobradiça que permite que o peixe fique na parte superior do bico, enquanto ele apanha mais com a parte inferior do bico.





Hábitos

Estas aves passam a maior parte do ano no mar e só se deslocam a terra durante tempestades fortes ou, no Verão, para acasalarem. Nesta altura, o bico dos adultos adquire cores vivas e observam-se colónias numerosas em encostas. Põem um ovo, em ninhos escavados na terra, que forram com penas, folhas e ramos. Os pais incubam o ovo durante 40 dias e depois, alimentam o pinto com peixe que chegam a procurar a mais de 130 km da costa (!). Mas, por vezes, quando regressam, aves oportunistas como tordas e gaivotas roubam-lhes o peixe.


Com cerca de 50 dias, os jovens acompanham os adultos e passam o resto do ano no mar. Geralmente vistos sozinhos ou em pares, os papagaios-do-mar são excelentes nadadores. São, no entanto , maus voadores: quando levantam vôo, voam baixo sobre a água, batendo as asas até 400 batimentos por minuto. As suas pernas estão colocadas na parte posterior do corpo, por isso, as aterrisagens nem sempre são as mais suaves quando há ventos fortes.



Alimentação
Os papagaios-do-mar mergulham até 60 m para encontrar peixes, levando até mais de 10 no seu bico, sendo estes a sua base de alimentação. Dada a sua abundância no arquipélago das Ilhas Faroés, os papagaios-do-mar são muito apreciados como iguaria culinária. O papagaio-do-mar recheado é um dos pratos mais populares confeccionados com esta ave.



Tive alguns dias sem publicar nada, mas compreendam, pois devem-se habituar isso. É que quando ocmeçarem as aulas não irei conseguir postar todos os dias, embora vá tentar não ficar mais que 2 dias sem publicar anda. Bem, espero que tenham gostado, fiquem bem e até amanhã!

See ya


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Children of Nature #10 [ Iguana ]


As Iguanas



A iguana é um réptil de aparência, a princípio, assustadora e que lembra os gigantescos animais jurássicos. Mas esta sensação logo desaparece e quando menos se espera esta exótica amiga de temperamento calmo e dócil pode se tornar uma boa companhia. Por ter facilidade de adaptação e integração com o homem, tornou-se o primeiro réptil doméstico.



O seu tamanho pode chegar aos dois metros de comprimento, porém 2/3 correspondem à cauda. O corpo é forte, comprimido dos lados e os membros são bastante desenvolvidos com dedos compridos para facilitar a subida em árvores. Embaixo do tímpano, possui uma enorme escama arredondada, uma prega de pele na região gular e uma crista no alto da cabeça. A cor, em geral, é verde intenso nas iguanas jovens e ao envelhecer aparecem bandas escuras ao longo do corpo e da cauda.


De hábitos diurnos, a iguana alimenta-se preferencialmente de insetos quando jovem e na fase adulta torna-se praticamente vegetariana consumindo queijo branco, alface, aranja, banana, cenouras raladas, pétalas de rosa, entre outros vegetais. A alimentação deve ser administrada duas vezes por dia. No inverno devido à baixa do metabolismo é possível o animal diminuir a quantidade de alimento ou até passar algum tempo sem comer nada.

A iguana como todos os répteis é um animal de sangue frio, não tendo assim um método próprio para manter a temperatura de seu corpo. Na natureza o sol é sua principal fonte de calor, no cativeiro a temperatura do ambiente deve ser em torno dos 30º no período diurno e 23º no período noturno. Este controle pode ser feito com um termômetro. Caso a temperatura não siga estes padrões, o animal ficará inerte podendo até hibernar e neste estado há uma baixa no metabolismo diminuindo ou até cessando suas funções fisiológicas que são mantidas com as reservas energéticas que foram acumuladas durante o período quente. Outro fator importante é a umidade do ar que deve girar em torno dos 70 a 80 %, pois a baixa umidade pode causar ressecamento da pele.

A Iguana vive num território que ocupa parte da América Central e da América do Sul, habitando em florestas tropicais. encontram-se, principalmente, no México e no Brasil.


Bem, espero que tenham gostado!
Amanha não percam o resultado do sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões e da Taça Uefa, em que competem algumas equipas portuguesas.
Até amanhã!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Children of Nature #9 [Impala]


As Impalas


Distribuição e Habitat : As impalas (Aepyceros melampus) são bovídeos característicos das savanas arborizadas e das estepes arbustivas da África a sul do Equador (Angola, Botswana, Zimbabwe, Malawi, Zâmbia, Tanzânia e Quénia). A impala-de-face-negra (Aepyceros melampus petersi) é uma das duas subespécies reconhecidas nesta espécie, que se encontra no Sudoeste de África (Norte da Namíbia e Sudoeste de Angola) e está representada no Zoo de Lisboa.



Identificação: As impalas são antílopes elegantes de pelagem castanho-clara, curta e sedosa. O queixo e a zona ventral do corpo têm cor branca. Possuem uma risca negra longitudinal de cada lado da região perineal e na cauda. Os cornos, presentes apenas nos machos, estão voltados para trás, têm forma de lira e são marcados por espessos anéis concêntricos; medem cerca de 90 cm de comprimento.



Hábitos:
São animais gregários. As fêmeas com crias formam grupos de 10 a 100 indivíduos e os machos reúnem-se em grupos de solteiros (com até 60 indivíduos). Os machos definem relações de hierarquia dentro do grupo. Na estação seca, juntam-se em grandes manadas. As impalas associam-se a outros herbívoros, tais como gnus, zebras e girafas. Quando em fuga, dão saltos que podem atingir 10 metros de comprimento e mudam frequentemente de direcção.



Dieta: Alimentam-se de herbáceas, folhas, rebentos e frutos. São muito dependentes da presença de água. São muito preseguidas pelos predadores africanos, daí que são chamados de "McDonalds das planícies africanas".


Reprodução:
A época de reprodução varia com a localização geográfica. Nesta altura, formam-se haréns com 15 a 25 fêmeas e crias e um macho dominante. O período de gestação é de cerca de 171 dias, após os quais nasce uma cria, que é amamentada por cinco a sete meses.



Espero que tenham gostado, se tiverem algum pedido, digam!
Não percam amanhã mais uma "Natural Ideas".
Adeus e fiquem bem!


sábado, 9 de agosto de 2008

Children of Nature #8 [ Mapache ]

Bem-vindos á 8ª edição da rubrica "Children of Nature".
Esta noite o protagonista é o Mapache.

Os Mapaches


Os mapaches são mamíferos pequenos, pouco maiores que um gato, com pelo grade e de cor acizentada, sendo a face branca, com duas "manchas" pretas na zona das bochecas e dos olhos. Esta característica (que compartilha com o panda gigante) faz que com que seja fácil reconhecê-lo.
O seu nome vem do "náhuatl mapactli" que significa "que tem mãos", devido à conhecida força e habilidade das suas garras dianteiras.



Originalmente o seu território extendia-se apenas pela América do Norte, mas nos finais do século XX expandiram-se pela Europa, onde se escaparam aos caçadores das suas peles. Preferem os bosques que albergam cursos de água, instalando-se em buracos de troncos de árvore ou rochas para poderem dormir.


Alimentação
Caçam à noite, alimentando-se de quase tudo o que encontram, tendo mesmo das dietas mais diversificadas entre os animais. Desde aves, insectos, ratos, peixes, anfíbios, carangejos, ovos de aves ou de répteis, frutas e até de cereais, tudo vai parar ao estômago dos mapaches.


Tamanho
Quanto ao seu peso, eles variam muito de indivíduo para indivíduo, mas ronda os 8 kg. Quanto ao seu comprimento, medem entre 45 a 70 cm.


Hábitos
O mapache dorme durante o dia, caçando á noite. Tendo eles um sentido do tacto apuradíssimo, utilizam as mãos para analizar tudo o que vai ingerir, chegando mesmo a lavar o que caça (daí também lhe chamarem de "urso-lavrador").



Infelizmente, a pele do Mapache continua a ser muito perseguida pelos caçadores, principalmente a sul dos EUA.

Uma curiosidade: os mapaches são dos animais mais propensos a conter o vírus da Raiva

Espero que tenham gostado.
Adeus !

sábado, 19 de julho de 2008

Children of Nature #7 [tatu]


Boa tarde.

Vamos a mais uma Children of Nature, desta vez pequena, pois estou a horas de partir para umas pequenas férias em cabo Verde.



Os Tatus

O tatu parece ser um animal pré-histórico devido ao seu aspecto. Com as suas enormes garras consegue escavar galerias nas quais dorme de dia e protege as suas crias. De vez em quando sai para caçar cobras ou assaltar ninhos com o objectivo de se alimentar de ovos.


É um animal que tem como principal arma a sua defesa, isto é, quando é atacado, enrola-se numa bola, protegendo-se no interior da carapaça, que é feita dum materia extremamente duro e protector contra potenciasis enimigos. Estes curiosos animais podem-se encontrar em florestas secas ou em savanas, especialmente nos Andes, ou seja, na América do Sul.




É tudo. Espero que tenham gostado.
Fiquem bem
!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Children of nature #6 [Girafas]

Boa Noite a todos. Volto com mais uma "Children of nature", desta vez a convidada é a Girafa.

As Girafas



A girafa é um mamífero ruminante de grande porte. Vive nas regiões secas e com árvores dispersas situadas nas savanas africanas, tanto do sul do deserto do Sahara, como do Sul e Este africano. Elas foram caçadas para extração de sua pele, grossa e resistente, mas actualmente a espécie é protegida.


Fêmeas e machos são providos de dois ou quatro chifres curtos, rombudos e cobertos de pele veludosa. A língua é longa (chega a medir até 40 cm de comprimento) e flexível. Utilizam-na, junto com o lábio superior, para arrancar as folhas dos ramos mais altos das acácias, que constituem um dos seus principais alimentos. Cada animal tem seu próprio padrão de manchas.

Gestação

As fêmeas de girafa têm lugares específicos para parir dentro de seu território. Escolhem um determinado lugar para trazer ao mundo sua primeira cria e sempre voltarão a esse local para os partos seguintes, mesmo no caso de seu território ter sido fragmentado.


Evolução (explicação de Charles Darwin e o Neodarwinismo)

Os ancestrais das girafas, de acordo com o documentário fóssil, tinham pescoço significamente mais curtos. O comprimento do pescoço variava entre os indivíduos das populações ancestrais de girafas. Essa variação era de natureza hereditária. Indivíduos com pescoço mais longos alcançavam o alimento dos ramos mais altos das árvores. Por isso, tinham mais chance de sobreviver e deixar descendentes. A seleção natural, privilegiando os indivíduos de pescoço mais comprido durante milhares de gerações, é responsável pelo pescoço longo das girafas actuais.



Classificação científica

  • Família - Girafídeos
  • Ordem - Artiodíctilos
  • Classificada como Giraffa camelopardalis



Fisiologia


A girafa é o animal mais alto do mundo. Chega a medir quase 6 metros, pelo que os machos são, normalmente, mais altos que as fêmeas. O tamanho das girafas varia entre os 4 e os 6 m, sendo que o sei peso varia entre os 800 e 1400 kg. Ainda destaque para os seus pescoços, famoso por terem um comprimento enorme, medindo cerce de 3 m (embora este valor varie de espécie para espécie).

Parece mentira, mas toda girafa tem o mesmo número de vértebras que o pescoço de um rato! No entanto, é a mais pura das verdades. A única diferença é que eles são alongados e bem maiores. Para se ter uma idéia comparativa, o pescoço dos pássaros tem 14 vértebras, o dobro do pescoço da girafa! O pescoço comprido e as enormes pernas conferem à girafa um movimento e uma elegância excepcionais, que a torna única.
Quanto às crias, ao nascerem, medem cerca de 1,9 m e pesam por volta dos 100 kg.



Alimentação


As girafas são animais herbívoros, ruminantes e têm uma capacidade de se alimentar muito bem durante todo o ano. Podem recorrer a cerca de 100 espécies de plantas diferentes.

Alimentam-se de folhagem decídua, durante a época das chuvas (entre os meses de novembro e maio, quando o alimento é mais abundante) ou de espécies de folha perene, na estação da seca.

Além de folhas, galhos e até casca de árvores, pequenos rebentos ou brotos e arbustos de acácias e mimosas também são apreciados.

As girafas são adaptadas para explorar uma banda de vegetação localizada acima de 3 metros de altura, fora do alcance de todos os outros herbívoros.

À exceção dos elefantes, as girafas exploram um nicho ecológico muito restrito e deste modo não têm competidores pelos escassos recursos da savana.

Em cativeiro recebem 5% de vegetação seca (grama desidratada), 65% ração com baixa fibra de ervas, mais 30% cenora, pão, banana, alface, espinafre, maça, batata doce e alfalfa.

No Zoológico de Lisboa, por exemplo, a sua alimentação consiste basicamente em ração, pão, fruta, cenouras, feno e ramos com folhagens. Já no Zoológico de Buenos Aires, sua alimentação é a base de alfafa seca e fresca, cenouras, cebolas, brotos de soja e maçãs. Bem, e penso que está tudo dito sobre este curioso e simpático mamífero terrestre. Foi bom voltar com esta rubrica. Adeus, fiquem bem !

terça-feira, 11 de março de 2008

Children of Nature #5 [Glutão]

Bem-vindos a mais uma "Children of Nature". Desta vez o animal escolhido é o Carcaju ou Glutão.
Então vamos a isso.

Glutão (ou Carcaju )

O Carcaju é um carnívoro aparentado com o urso com cauda, mas é muito mais pequeno. Tem focinho e pescoço curto e orelhas pequenas e arredondadas. A pelagem é castanha e negra, muito densa, impermeável e resistente ao frio. O Carcaju pesa até 30 kg e mede em média 70 a 110 cm de comprimento, excluindo a cauda que chega aos 20 cm.


É um predador feroz, de poderosas e esmagadoras mandíbulas, conhecido pelo seu apetite voraz. Por vezes ataca animais vivos, mas prefere alimentar-se de carcaças, pelo que já tem matado animais tão grandes como o caribu.

O Glutão apenas se pode encontrar no Hemisfério Norte, habitando regiões frias como o Alasca, a Sibéria, o Canadá e a Escandinávia. Os seus dedos espalmados ajudam-no a saltar na neve quando persegue a presa. Um carcaju consegue percorrer 65 km sem descansar.



Espero que tenham gostado. Voltarei com a 7ª edição daqui a duas semanas, pois na próxima estarei fora do país, nas montanhas búlgaras de Bovorets.
Adeus,
Fiquem bem !

domingo, 23 de dezembro de 2007

Children of Nature #4 [Opossum]

Olá mais uma vez. Sejam bem-vindos à 4ª "Children of Nature".


Opossum

Opossum é o nome popular dos maiores marsupiais da família dos didelfídeos, que habitam do sul do Canadá à Argentina, sendo omnívoros. Na natureza têm como principal predador o gato-do-mato, enquanto que nas cidades são frequentemente atropelados por terem a visão ofuscada pelos faróis e por terem pouca mobilidade – excepto nas árvores.

Os Opossumes são animais com 40 a 50 centímetros de comprimento, sem contar com a cauda que chega a medir 40 cm, tendo um corpo parecido com o rato, incluindo a cabeça alongada, mas com uma dentição poliprotodonte . A cauda é preênsil, ou seja, tem a capacidade de enrolar-se a um suporte, como um ramo de árvore. As patas são curtas e têm 5 dedos em cada mão, com garras; o primeiro dedo das patas traseiras é parcialmente oponível e, em vez de garra, possui uma unha.
Eles podem reproduzir-se três vezes durante o ano, dando 10 a 20 filhotes em cada gestação, que dura 12 a 14 dias. Como nos restantes marsupiais, ao invés de nascerem filhotes, nascem embriões com cerca de um centímetro de comprimento, que se dirigem para o marsúpio, onde ocorre uma "soldadura" temporária da boca do embrião com a extremidade do mamilo. Os filhotes permanecem no marsúpio até 4 meses e, quando crescem ( não são ainda capazes de viver sozinhos), são transportados pela mãe em seu dorso. Em cativeiro, o período de vida é de 2 a 4 anos.


Não vivem em grupos, mas na época da reprodução eles formam casais e constroem ninhos com folhas e galhos secos em buracos de árvores. Seus hábitos são noturnos, por isso, quando começa escurecer, o gambá sai de seu abrigo para caçar e coletar alimentos. Sendo um animal omnívoro, alimenta-se practicamente de tudo, como raízes, frutas, vermes, insetos, moluscos, crustáceos, anfíbios, serpentes, lagartos e aves (ovos, filhotes e adultos). Embora possuam uma grande diversidade de presas, os opossumes são animais de movimentos lentos e de pouca agilidade, exceto para trepar em árvores, utilizando a sua cauda preênsil, bem capacitada para o seu tipo de vida..


Que bem que sabe saber que voltei a estas andanças. Espero que tenham gostado disto, porque mais virá e, por isso, já sabem, NÃO PERCAM o próximo episódio, poeque nós.....Também Não!

Abraço e um Feliz Natal para todos

sábado, 21 de julho de 2007

Children of Nature #3 [Chita]


Olá a todos!!!!

Peço desculpa pela falta de posts desta semana. Mas finalmente arranjei um tempinho para escrever. Bem, como devem ter visto, eu fiz uma sondagem sobre qual o animal que queriam que aparecesse na crónica "Children of Nature" e quem ganhou foi a Chita.


A Chita, também conhecida por guepardo (Brasil) , leopardo-caçador ou onça africana é um animal da família dos felídeos (Felidae), ainda que de comportamento atípico, se comparado com os outros da mesma família. Tendo como habitat a savana, vive na península arábica, no sudoeste asiático, mas, a maior parte delas vive em África, desde o deserto do Kalahari até ao centro do Sahara, passando pelas planícies do Quénia.




Efectivamente, como animal predador que é, prefere caçar as suas presas através de perseguições a alta velocidade, em vez de tácticas como a caça por emboscada ou em grupo. É o mais rápido de todos os animais terrestres, conseguindo atingir velocidades acima dos 110 km/h (70 milhas por hora), por curtos períodos de cada vez (ao fim de cerca de 370 metros de corrida), pois o corpo aquece de tal forma, que se ela não parasse, havia um sobreaquecimento e o coração "rebentava".




Ocorpo da chita é esbelto e musculado, ainda que de aparência delgada e constituição aparentemente frágil. Tem uma caixa torácica de grande capacidade e um abdómen retraído. Tem uma cabeça pequena, um focinho curto, olhos posicionados na parte superior da face, narinas largas e orelhas pequenas e arredondadas. O seu pêlo é , como que formando o trajecto de lágrimas. Um animal adulto pode pesar entre 28 a 65 kg. O comprimento total do corpo varia de 112 a 150 cm. O comprimento da cauda, usada para equilibrar o corpo do animal durante a corrida, pode variar entre 60 e 84 cm.


O nome do género biológico, Acinonyx, significa "garras imóveis", já que é o único felídeo que não consegue retrair por completo as suas garras, que permanecem visíveis mesmo quando recolhidas ao máximo, sendo usadas para permitir uma maior aderência ao solo enquanto corre, acelera e manobra no terreno. O nome da espécie, "jubatus", significa "com crina" e refere-se às crinas que as crias da chita apresentam. As chitas preferem habitar biótopos caracterizados pelos espaços abertos, como semi-desertos e savanas.



A palavra "chita", de som semelhante à palavra inglesa "cheetah", deriva da língua hindi "chiita" que, por seu lado, talvez derive do sânscrito "chitraka", que significa "a salpicada de manchas". Outras línguas europeias relevantes usam variantes do latim medieval "gatus pardus", ou seja, "gato-leopardo": em francês, guépard; em italiano ghepardo; em espanhol (e também em português-brasileiro), guepardo; e em alemão Gepard.


A fêmea, que atinge a maturidade sexual um pouco mais cedo (dois anos), pode gerar de uma a cinco crias, depois de uma gestação de 90 a 95 dias. As crias podem pesar entre 150 e 300 gramas quando nascem. Ao contrário de outros felinos, as fêmeas não têm um verdadeiro território próprio e demarcado, parecendo, no entanto, evitar a presença das outras. Os machos podem, eventualmente, juntar-se em grupos, especialmente se nasceram na mesma ninhada
A chita pode viver de 15 a 20 anos.



A chita é um animal carnívoro. Alimenta-se, essencialmente, de mamíferos abaixo dos 40 kg, incluindo gazelas, antílopes, zebras, impalas, filhotes de gnu, lebres e aves. A presa é seguida, silenciosa e vagarosamente, num espaço que varia, em termos gerais, de dez a trinta metros, até ser atacada de surpresa. A perseguição que se segue dura geralmente menos de um minuto, e, se a chita falha uma captura rápida, desiste, com o intuito de não gastar energia desnecessariamente. Menos de metade destes ataques tem sucesso .


Ao verem na Odisseia ou no National Geographic (ou noutro canal) uma chita a matar e a comer uma cria de gazela, zebra, gnu ou impala podem pensar "ainda bem que menos de metade desses ataques não têm sucesso". Mas têm é que pensar que as chitas caçam para comer e, se virem as crias de chita a morrerem porque não têm comida devido aos ataques falhados e, principalmente, ao facto de outros carnívoros lhes roubarem muitas vezes o alimento, já teriam pena dos insucessos das caças das chitas.Durante a caça, a chita pode atingir por volta de 110 km/h em apenas 4 segundos. Com isso, após a caça, a chita fica exausta, o que facilita a tal perda da sua presa, que é capturada, para animais como os leões e grupos de hienas.











Encontram-se chitas no estado selvagem practicamente só em África, ainda que no passado se distribuíssem até ao norte da Índia e ao planalto iraniano, onde eram domesticadas e usadas na caça ao antílope. Actualmente, na Ásia, só existem chitas selvagens no Irã, mas trata-se de uma população extremamente pequena (em torno de 60 exemplares no início do século XXI) e ameaçada pela pressão humana, sob a forma da caça e do pastoreio, o qual reduz o número de presas (gazelas) disponível.




Agora vou escrever algo que vi em sites da world wide web (Internet).

Pensa-se que as chitas terão evoluído em África durante a época Miocena (de há 26 milhões a 7,5 milhões anos atrás), antes de migrarem para a Ásia. Espécies extintas actualmente incluíam a Acinonyx pardinensis (da época Pliocena), muito maior que a chita actual, encontrada na Europa, Índia e China; a Acinonyx intermedius (Pleistoceno médio), com a mesma distribuição geográfica; a Miracinonyx inexpectatus, Miracinonyx studeri, e a Miracinonyx trumani (ao longo de todo o Pleistoceno), cujos fósseis foram encontrados na América do Norte. Aventou-se recentemente, no entanto, que o género norte-americano Miracinonyx seria um exemplo de convergência evolutiva, constituindo-se, não num parente próximo da chita actual, mas numa forma corredora do puma.








As crias da chita sofrem de elevados índices de mortalidade devido a factores genéticos e à predação por parte de carnívoros que competem com esta espécie, como o leão e a hiena. É com isto que fico algo revoltado, embora a parte de que "estes mesmos carnívoros roubam o alimento, tanto às crias, como às progenitoras", me deixe no mesmo estado.Alguns biólogos defendem a teoria de que, em resultado da procriação consanguínea, o futuro da espécie está comprometido.

"This make me sick"..........estupores dos leões que matam por matar, sem ser para dar de comida às crias......


As chitas estão incluídas na lista de espécies vulneráveis da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza), como subespécie africana ameaçada e subespécie asiática em situação crítica. É considerada uma espécie ameaçada de extinção no Apêndice I da CITES (Convenção sobre o comércio internacional das espécies da fauna e da flora selvagem ameaçadas de extinção).


Para terminar, apenas uma opinião pessoal: eu gosto bastante detes animais, lutam bastante pela sobrevivência, pois, embora sejam predadores carnívoros, vivem com muitas dificuldades, pois não têm que apenas caçar normalmente, mas sim caçar mais vezes do que o habitual (muitas vezes cansadas), tudo porque os estupores dos leões e as palhaças das hienas roubam o alimento às chitas, que correram muito para o conseguir, não são como aqueles que ficam sentados à espera que as leoas tragam a comidinha. Mas, falando de coisas boas, quero apenas dizer o quão impressionante é uma corrida duma chita, à mesma dum automóvel na auto-estrada (sem ultrapassar os 120 km/h, claro), que só não apanha as presas porque estas curvam muito a sua corrida ou fogem para sítios difíceis de correr àquelas altas velocidades.






Bem, para finalizar e completar esta parte da crónica, deixo-vos uns vídeos exemplificativos de algumas coisas que disse.



Aqui estão eles:
















Bem, deixando a parte da descrição da chita, do seu habitat e da sua vida, dos seus vídeos, vou vos deixar algo um pouco diferente.



Ora, a chita é, como sabem ou não, um animal simbólico, na arte e na literatura. Fui pesquisar e encontrei uma prova do que acabei de dizer.




- Na obra de Ticiano Baco e Ariadne (1523) a carruagem do deus é puxada por uma parelha de chitas (usadas como animais de caça na Itália renascentista).



- No quadro de George Stubbs, “Chita com dois servos indianos e um veado” (Cheetah with Two Indian Attendants and a Stag) (1764-1765) é mostrada a chita como animal de caça. O quadro foi feito em comemoração da doação de uma chita a Jorge III do Reino Unido pelo Governador Inglês de Madras, Sir George Pigot.



- Em “A carícia” (1896), do pintor simbolista belga Fernand Khnopff (1858-1921), é representado o mito de Édipo e da Esfinge, representada por uma criatura com cabeça de mulher e corpo de chita (muitas vezes, erradamente identificada como um leopardo).



- A utilização das chitas como animais de estimação exóticos é representada, por exemplo, numa peça de escultura art déco de cerca de 1925, da Wiener Werkstätte (oficina de Viena).



- O livro de André Mercier, Our Friend Yambo (1961) é uma curiosa biografia de uma chita adoptada por um casal francês que a traz para Paris. Este livro foi, com certeza influenciado pelo sucesso do livro “Born Free” (que deu origem ao filme que em Portugal recebeu o nome de “Uma leoa chamada Elsa”), de Joy Adamson que também escreveu a “autobiografia” de uma chita em The Spotted Sphinx (1969).



- O filme Duma (2005) retrata a relação de um rapaz de 12 anos com a sua chita, na África do Sul.




Espero que tenham gostado desta Children of Nature. Fiquem bem!!!!! Comentem!!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Children of Nature #2 [Ocelote]

Olá!

Vou postar a minha segunda "Children of Nature" !!!!! O animal de hoje é o Ocelote.






Children of Nature




Ocelote é um pequeno felino originariamente encontrado em toda a Amazónia. Distribuída por toda a América Latina, é encontrada também no sul dos Estados Unidos. Tendo hábitos noturnos, passa a maior parte do dia a dormir nos galhos das árvores ou escondido entre a vegetação. Vivem aos pares, o que é raro entre os felinos.
As fêmeas têm de um a quatro filhotes a cada gestação. Supõe-se que se reproduzem a cada dois anos. O período de gestação varia de 70 a 95 dias. As fêmeas chegam à idade adulta em ano e meio, os machos aos dois anos. Em cativeiro estima-se que viva cerca de 20 anos, é possível que viva menos na natureza.


Alimenta-se de mamíferos pequenos e médios, como roedores, macacos, morcegos e outros, que derruba com uma forte patada. Também se alimenta de lagartos, cobras, aves e ovos de tartarugas. Alguns são bons nadadores.


O ocelote mede entre 1 m e 1,4m, da cabeça à ponta da causa... Pesa entre 8 e 16 kg. Também é chamado onça-pintada, no entanto a onça (Panthera onca) é maior, podendo atingir 1,80 m. É um felino ágil e furtivo.




Mas infelizmente o Ocelote é perseguido por vários caçadores, que querem sua linda pele. O mercado negro é alimentado pelo costume adoptado em muitos países de transformá-lo em animal exótico e de estimação.



Bem, por hoje acabou. Foi mais uma Children of Nature.
Adeus e fiquem bem!!!

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Children of Nature #1 [Manatim]

Olá!!!

Vou iniciar a minha segunda rúbrica que será escrita semanalmente todas as segundas (excepto a de dia 9 de Junho, pois estarei de férias). O seu nome é "Children of Nature" e será dedicada aos animais do planeta Terra. Pois é, com este espaço, eu pretendo dar-vos a conhecer muitas espécies de animais desconhecidas à maioria da população, desde as maiores às mais bizarras, não falar de animais que todos conhecem, como o cão ou o gato.

O primeiro animal, o convidado da estreia da "Children of Nature", o protagonista do dia é : o Manatim !!!!


O manatim ou vaca-marinha, é um mamífero aquático da família dos Triquequídeos, podendo pesar algo em torno de 750 kg quando adulto e medir 4,5 m de comprimento. São animais ameaçados de extinção e se encontram protegidos por lei no Brasil.

Existem três espécies de peixe-boi: Trichechus senegalensis vive no Atlântico, habita as águas doces e costeiras do oeste da África , a segunda, Trichechus manatus, tem ampla distribuição nas Américas, indo desde o México, os Estados Unidos, vivendo nas ilhas da América Central, na Colômbia, Venezuela, nas Guianas, no Suriname e no Brasil. A espécie Trichechus inunguis, o peixe-boi da Amazônia, é fluvial e vive nas bacias dos rios Amazonas e Orinoco.



Hábitos

São animais de hábitos solitários sendo raramente vistos em grupo fora da época de acasalamento. Durante os primeiros dois anos de vida vivem com suas mães e ainda se alimentam de leite. Depois do desmame vivem até os 50 anos e podem ser vistos se alimentando juntos no mesmo local. São animais muito mansos e, por este motivo, são facilmente caçados e se encontram em risco de extinção.



Habitat

Habitam em ambientes aquáticos da costa Atlântica Americana, desde a Geórgia (Estados Unidos) até o estado de Alagoas. O assoreamento dos estuários onde as fêmeas dão à luz aos filhotes é outro motivo para ameaça de extinção desta espécie.



Aspectos morfológicos

Possuem corpos robustos e maciços com cauda achatada, larga e disposta de forma horizontal. A dentição desses animais é reduzida a molares, que se regeneram constantemente, em virtude de sua dieta vegetariana quando adultos. Têm a pele rugosa, com a cor variando entre cinza e marrom-acinzentado. A cabeça fica bem junto ao corpo. Pode-se quase afirmar que ele não tem pescoço, apesar de conseguir movimentar a cabeça em todas as direções. Ele tem olhos pequenos mas enxerga bem, sendo capaz até mesmo de reconhecer cores. O nariz está bem em cima do focinho, com duas grandes aberturas. O peixe-boi não possui orelhas. Os ouvidos são apenas dois orifícios um pouco atrás dos olhos, mesmo assim pode ouvir muito bem. Sua boca é grande com os lábios superiores amplos e se movimentam na hora de pegar o alimento. No focinho, o peixe-boi tem muitos pêlos, chamados vibrissas ou pêlos táteis que são sensíveis ao movimento ou ao toque.



Alimentação

Alimentam-se de algas, aguapés, capins aquáticos entre outras vegetações aquáticas. Podem consumir até 16 kg de plantas por dia e armazenam até 60 litros de gordura como fonte energética para a época da seca, quando diminui a disponibilidade das gramíneas com que se alimentam. Estas folhagens contém sílica, elemento que desgasta rapidamente os dentes mas os manatis são adaptados, seus molares deslocam-se para a frente cerca de 1 mm por mês e se desprendem quando estão completamente desgastados, sendo substituídos por dentes novos situados na parte posterior da mandíbula.



Reprodução

Possuem taxa reprodutiva muito baixa pois a fêmea tem, geralmente, um filhote a cada três anos, sendo um ano de gestação e dois anos de amamentação.


E foi mais um "Children of Nature", espero que tenham gostado. Na próxima segunda-feira há mais!!!! Não percam !!!